Por Elizabete Monteiro e redação
O tombamento da Feira de São Joaquim volta a ser debatido em Salvador. A solicitação do reconhecimento do valor cultural do mercado deve ser encaminhada pelos feirantes até o final desse ano, quando o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) examinará a questão. Se aprovado, o registro deve facilitar o acesso da comunidade local a recursos para a preservação das manifestações culturais e artísticas do lugar.
Uma ampla reforma, orçada em R$ 32 milhões, deve melhorar as condições de funcionamento de São Joaquim. De acordo com o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes e Feirantes, Marcílio Costa, vão ocorrer obras de requalificação em sete fases. A reforma vai permitir a execução de obras de drenagem, pavimentação, instalações hidráulicas, central de gás; a construção de três novas unidades, para venda de frutos do mar, animais ovinos e hortaliças, frutas e aves; a restauração de 275 boxes e substituição de outros 745.
Nesse período, os feirantes serão transferidos por etapa para um galpão cedido pela Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia). “Eles estão na expectativa porque pode ser que melhore ou piore”, conta Costa. Por dia, cerca de 3 mil pessoas traballham em, aproximadamente, 2 mil estabelecimentos no local, conforme site oficial da Secretaria de Turismo do Estado.
Feirantes, pesquisadores e representantes de diversos segmentos da sociedade ratificaram o desejo de que o Iphan reconheça a Feira como bem de valor imaterial, no decorrer de uma audiência na Câmara Municipal de Salvador, no mês passado. Parte deles integra o grupo responsável por estudos e ações para a comprovação da necessidade de preservação do estabelecimento.
Foto: frick.com