Por Tairine Ceuta e redação
A desobediência às leis de trânsito fez mais uma vítima em Salvador, nessa semana. O comerciante autônomo José Augusto da Silva, morador de Cajazeiras 8, teve a barraca de lanches e doces destruída por um carro, de procedência desconhecida, nas imediações da rótula da feirinha na Fazenda Grande II, e sequer tem a quem recorrer.
Testemunhas informaram que uma Kombi avançou a calcada e atingiu o jardim de uma agência bancária e a barraca, por volta da meia-noite de terça passada, mas não anotaram a placa do veículo. As mercadorias ficaram expostas ao chão e, além do prejuízo imediato, o comerciante deve ficar meses sem ter local para trabalhar. Ele mora com os dois filhos, a esposa e uma sobrinha e, há anos, sustenta a família com essa atividade.
Apesar de pagar, anualmente, a taxa de licenciamento à Prefeitura Municipal (cerca de R$ 500), ele não deve contar com apoio da instituição para aliviar a perda. Na Administração Regional-Cajazeiras, conseguiu somente um guincho para içar a barraca. O pagamento do tributo apenas assegura que o ponto comercial possa funcionar, sem risco de fechamento repentino por uso indevido do espaço urbano. Preocupado, ele foi ao banco em busca de imagens feitas por câmeras de segurança, mas encontrou apenas vídeos internos.