Por Hilda Lopes Pontes
Pela primeira vez, Salvador é palco para a exposição do renomado artista francês Auguste Rodin. A mostra Auguste Rodin, homem e gênio, que acontece no Palacete das Artes Rodin Bahia, no bairro da Graça, conta com 62 esculturas avaliadas, atualmente, em 10 milhões de euros. Cerca de 1 milhão de pessoas são esparadas para visitação, durante os três próximos anos em que as obras do artista estarão na cidade em regime de comodato.
As peças fazem parte dos estudos do artista para construir uma das mais conhecidas obras de Rodin (Porta do Inferno), uma produção de grande valor artístico. “Essas obras em gesso têm as mãos, as marcas dos dedos de Rodin fazendo seu trabalho, imprimindo suas idéias e percepções. Por isso, são únicas e raras”, diz a museóloga responsável pelo projeto, Heloísa Helena. “Através delas é possível compreender o processo de criação do artista, que não hesitava em fazer diferentes composições a partir de figuras idênticas ou mostrar um mesmo grupo em várias posições, até mesmo de cabeça para baixo”, completa.
Exposições como esta são, raramente, vistas em Salvador, por isso, muitos cidadãos soteropolitanos estão interessados em visitar o Museu. O estudante Rodrigo Araújo já planejou a visita. “É importante para o desenvolvimento cultural e intelectual das pessoas. Se tratando de um artista como Rodin, não posso deixar de ir à exposição”, afirma.
O Museu é integrante do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), órgão ligado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). De acordo com o secretário de cultura, Márcio Meireles, a exposição promove o diálogo entre artistas baianos e de outros países. “Ter estas obras aqui é uma abertura para nossos artistas dialogarem com o mundo”, afirma. |